Escalar sempre foi um verbo comum em jogos de plataforma, geralmente como um objetivo ou um desafio a ser superado. No mundo moderno, porém, escalar se tornou mais um sistema em si. Você se aproxima de uma montanha íngreme e um pequeno círculo verde começa a diminuir ao lado do seu personagem: agora você está em um minigame de gerenciamento de recursos. "Você pode escalar tudo...", dizem eles, pouco antes de mostrar que você precisará pensar a cada metro para não cair e morrer.

Gecko Gods

Dito isso, Gecko Gods afirma que "você pode escalar tudo", com um ponto final. Um pequeno ponto no formato de uma pequena e fofa lagartixa que realmente pode escalar tudo. Na jornada para despertar antigos deuses répteis, você simplesmente olha para qualquer superfície e vai até ela, provavelmente apertando o botão de correr para ir mais rápido. Nossa pequena lagartixa pode se agarrar até ao teto ou passar por pequenas frestas para continuar.

E é estranhamente satisfatório fazer isso! Como escalar é tão fácil, o jogo deixa de ser um quebra-cabeça sobre como chegar a algum lugar e se torna uma busca constante por exploração: "O que há atrás deste pilar?" e você simplesmente vai porque você pode. Essa liberdade é intencional, e o jogo também tem muitos itens colecionáveis ​​para encontrar, como insetos coloridos, relíquias escondidas e runas que você pode usar para mudar a cor e o padrão da pele da sua lagartixa.

Gecko Gods

O que há em Gecko Gods além de uma ótima mecânica de escalada e um protagonista fofo? Infelizmente, não muito. Embora você jogue em um arquipélago com ilhas temáticas diferentes, elas são praticamente iguais, com rochas marrom-claras e ruínas antigas, o que torna ainda mais difícil se localizar no mapa às vezes. Você pode encontrar alguns cenários interessantes, como uma ilha focada em navegação, mas é difícil não enxergar o vasto mundo à sua frente como uma grande massa de pedra.

Em termos de gameplay, acho que o jogo não encontrou muitas maneiras de usar os poderes de lagartixa e as mecânicas se repetem muito rápido. Existem alguns tipos específicos de puzzles — como quebra-cabeças de 8 peças deslizantes ou bolas magnéticas para empurrar — mas parece que o jogo foi esticado para ser maior do que o necessário. Até mesmo o dash é "reutilizado" como uma espécie de sistema de batalha que não é profundo o suficiente para ser interessante e se torna apenas um minuto apertando botões. Mesmo a boa escalada ficou entediante depois de horas explorando os mesmos ambientes repetidos.

No fim das contas, Gecko Gods é um jogo muito legal que vai na contramão para dar um novo e interessante significado à escalada em videogames, mas eu não recomendaria forçar a barra até o final se você já se divertiu o suficiente. Encontre os itens colecionáveis ​​que você quer, pinte sua lagartixa o quanto quiser, e nenhuma parede será um obstáculo de verdade se você souber usar bem o seu rabo. Mas os deuses daquelas ilhas podem esperar você voltar ao jogo algum dia, tudo bem.

O time de desenvolvimento me enviou uma cópia do jogo para que eu pudesse conhecê-lo e escrever esse texto. Obrigado pela confiança!