(esse texto, originalmente, foi postado no meu Medium em 2014, no auge do meu Ensino Médio. Com o blog novo, decidi trazê-lo para cá. Alguns outros textos no blog também estão nessa situação de re-post, mas espero que aprecie!)

Tinha uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma pedra.

Sim, Drummond já nos cansou de dizer isto. Na verdade, a cada vez que alguém lê esse poema, conta novamente ao mundo seis vezes que “tinha uma pedra no meio do caminho”. Afinal, já não estava na hora de alguém ter tirado essa maldita pedra?

Talvez seja apenas preciso saber viver, já que uma pedra no caminho, você pode retirar. Isso segundo os Titãs, já que Roberto Carlos diz que você deve retirar. Com pressão ou não, se você tentar retirá-la, tente não usar água ou planta, talvez não seja tão efetivo.

Você também pode fazê-la rodar. Rolar a pedra. Isto pode custar uns 10 reais ou mais — e se você acha ruim, fique feliz que é apenas uma. Se fossem umas quatro, você poderia ser um garoto, que como eu… Ah, não é hora de falar da minha vida, vamos focar na pedra.

Pedra, pedra… Coração de pedra, pedra nos rins, pedra preciosa, Pedra Letícia, Porto da Pedra. É pau, é pedra, é o fim do caminho. Espera: afinal, a maldita está no meio ou no final deste bendito caminho? Acho que é bom deixar pra lá e empedrar este assunto.